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sábado, 26 de setembro de 2009

Síntese do Projeto de Aprendizagem - TEMA: Animais de Estimação


O ser humano surgiu como espécie há aproximadamente quarenta mil anos. Mas somente há doze mil anos iniciou-se o processo de domesticação dos animais. O lobo foi o primeiro animal a passar por este processo dando origem ao cão. À medida que os séculos foram passando, o relacionamento entre o homem e cão se tornou cada vez mais intenso, a ponto de dificilmente podermos pensar em nossa sociedade sem a presença deste e de outros animais de estimação desde os mais comuns como gatos e pássaros até os mais raros e exóticos.

Os laços entre humanos e animais possuem desde os primórdios da civilização um componente prático e utilitário que diz respeito por exemplo: ao aumento significativo da eficiência da caça com a ajuda dos cães quando, esta atividade era essencial para a sobrevivência. Há ainda o aspecto emocional, que adquiriu também grande importância na sociedade humana, devido ao fato de os animais poderem suprir a necessidade de afeto ou preencher espaços vazios na solidão do mundo urbano, cada vez mais individualista.

A presença dos animais de estimação tornou-se evidente em praticamente

todas as culturas e com significados tanto universais quanto particulares dependendo da época e local onde os encontramos.

Começaram os estudos científicos dos benefícios que eles proporcionam aos seres humanos. A partir disso, adquiriu-se maior conhecimento sobre a função dos animais de estimação tanto na família, quanto na socialização, bem como o seu significado em nossas vidas. E por fim, foram desenvolvidas diversas técnicas que utilizam os animais de estimação em terapias individuais e familiares, na tentativa de auxiliar na resolução de problemas emocionais,como a depressão por exemplo.

Eles presenciaram toda evolução tecnológica, expressas principalmente na forma de manipulação do meio ambiente em função dos interesses humanos. Estão presentes desde os desenhos nas cavernas, feitos com pigmentos naturais com o objetivo de viabilizar magicamente a caça.

Podemos assim compreender os benefícios e bem-estar obtidos em sua companhia e porque as pessoas têm animais de estimação. Acompanhando a modernidade a relação com os animais de estimação também evoluiu, o que antes era uma relação de afetividade e utilidade passou a ser também relacionada ao status social e econômico, observamos isso através do crescimento no segmento de mercado destinado aos Pets, contando com uma inúmera diversidade de acessórios, brinquedos, guloseimas e mesmo roupas de luxo para os bichinhos. Essas necessidades são criadas pelo próprio ser humano num esforço de acentuar o processo de humanização em seus animais, desenvolvendo uma identificação entre o animal e seu dono.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Novo semestre...Eixo VII

Neste novo trimestre que se inicia, o foco interdisciplinar reside na comunicação, seja escrita, dialogada ou através de gestos.
Minha curiosidade se aguça no que diz respeito, principalmente, ao aprendizado de Libras, pois como vimos anteriormente, possuímos tesoura adaptada com arame revestido para aquele aluno que não pode apertar a argola, mas consegue bater, existe ainda outro tipo que é elétrica controlada por acionadores. Se o problema é o manejo do lápis, a aranha-mola auxilia a criança no traçado de letras, desenhos, etc. O engrossador de lápis (de espuma, de borracha), a pulseira imantada, etc. São alternativas, cada uma atendendo a uma diferente necessidade para o aluno com dificuldade de segurar o lápis ou fazer traçados. São alternativas materiais para solucionar alguns problemas que se apresentam no ambiente escolar.
Porém, como auxiliar o aluno que não escuta?
É claro que há softwes específicos, mas há também o momento em que o aluno não estará no ambiente com a presença de um computador, e o que fazer?
Na Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos, espero aprofundar meus conhecimentos sobre como se dá a aprendizagem destas etapas e como despertar o interesse destes que por algum motivo procuram a escola para continuar suas aprendizagens.
Até o momento, pensar sobre o que iria ser proposto pelas interisciplinas e minhas indagações pessoais, obtive repostas através das novas descobertas no decorrer dos semestres, e acredito que este que se inicia, em especial, não será diferente. Então...que se inicie o VII semestre!

sábado, 4 de julho de 2009

Projeto de Aprendizagem



As discussões feitas sobre as teorias pedagógicas, metodologias e concepções sobre o processo de aprendizagem trouxeram novas discussões sobre as atividades pedagógicas e surge uma proposta metodológica para provocar uma mudança na escola: os Projetos de Aprendizagem.
Projeto de Aprendizagem é uma proposta de trabalho que nasce dos interesses e necessidades dos alunos buscando saciá-las de forma autônoma.
Através das situações de confronto e de um princípio de liberdade e interação os alunos constroem seus novos conhecimentos.
Aos professores especialistas, cabe mediar, acompanhar e desafiar os alunos para novos pontos de vista.
O professor mediador precisa deixar de ser o centro da atenção e razão das aprendizagens abrindo espaço à participação, favorecendo a autonomia mantendo vivos o interesse e a atenção dos alunos.
Essa mudança é complexa, pois vão mudar a base teórica dos educadores.
Ao mediador cabe abrir novos caminhos frente a questões desafiadoras que vão gerar novos conteúdos, que depois de explorados, possibilitam a construção de novos conhecimentos.
O encadeamento e sucessão de pergunta, resposta, nova hipótese, nova pergunta, dá coerência e unidade ao interrogatório cooperativo.
Os questionamentos mudam sua função em sala de aula e vão além de perguntas que buscam o que está na memória. Irão desestabilizar, provocar discussões, reflexões, análises e críticas, sendo isso essencial para a formação do cidadão.

O link a seguir refere-se ao Projeto de Aprendizagem que minhas colegas e eu estamos desenvolvendo.
Nossos estudos ainda não estão concluídos, porém é muito interessante acompanhar a caminhada que estamos realizando nesta nova proposta de aprendizagem...

Por que as pessoas têm animais de estimação?

Dossiê de Inclusão




Abaixo segue o linck para o Dossiê de Inclusão elaborado durante este semestre.
É o registro de alguns estudos e impressões à respeito desse assunto tão envolvente e instigante.

http://dossiedeinclusaosperafico.pbworks.com/DOSSI%C3%8A-DE-INCLUS%C3%83O

domingo, 28 de junho de 2009

Entre os muros da escola




O filme Entre os muros da Escola, vencedor da Palma de Ouro, em Cannes, narra a o dia a dia de uma classe em uma escola de subúrbio de Paris e discorre sobre os problemas político, cultural, étnico, discriminatório e educacional. Cada aluno que ganha voz na sala, descendente de um país diferente travam uma disputa entre identidade individual e coletiva. .Como educadora percebo que as cenas observadas no filme não são tão distantes do que acontece nas escolas públicas nas quais trabalhamos aqui no Brasil.

Uma das cenas, geradora do conflito principal do filme, é o momento do Conselho de Classe, onde se encontram duas representantes da turma. Nele percebemos que os alunos apresentam problemas, os professores percebem, reúnem-se, reclamam, mas não apontam mudanças ou estratégias que procure incentivá-los ou instigá-los no processo de aprendizagem.

As representantes tentam participar, porém quando o fazem, suas colocações não são levadas em conta, como se suas opiniões não fossem válidas, de maneira preconceituosa, os professores apenas ignoram as interferências realizadas pelas alunas. Isto é, são convidadas a participar de um espaço, no qual é enfatizado que sua presença não é importante e suas falas são ignoradas.
Desta sena segue o conflito principal do filme , a expulsão de um africano, a luta constante entre as etnias em achar seu lugar em países estrangeiros e a esperança do professor em mudar o sistema em favor dos alunos.

Mesmo entre os professores não há consenso entre as metodologias de ensino, metodologias de valorização do estudante ou práticas de advertência e punições. Nem sempre o objetivo maior – formar cidadãos e ensinar os alunos a pensarem por si próprios – é levado em consideração.

O professor atravessa um princípio moral que é o de levantar sua voz em favor do aluno, contra a expulsão ou prejudicar-se profissionalmente. Ele percebe a dificuldade enfrentada pelos alunos em função da discriminação e da diversidade encontrada naquele espaço. Percebe as identidades, e etnias distintas e o preconceito que sofrem. Procura incentivar a autonomia e a percepção dos alunos através de suas aulas, porém no momento no qual cabe a ele levantar sua voz, ele simplesmente cala.

Este filme resume em si todas as questões abordadas pelas Interdisciplinas estudadas durante este semestre, pois traz uma abordagem atual da escola que vivenciamos diariamente.

Considero muito relevante que nós educadores tomemos consciência da necessidade da discussão das questões raciais e discriminatórias que permeiam o ambiente escolar, para que elas finalmente se solucionem e possam refletir em nossa sociedade. Nossos alunos negros, inclusos e portadores de NEE têm o direito de ir e vir tranquilamente e de se sentirem bem em qualquer ambiente por eles freqüentado.

Deficiência não é sinônimo de incapacidade

Falar de inclusão é novo para a maioria de nós, mas tem a ver com o assumir a saída de uma posição passiva e automatizada frente a aprendizagem, pensando assim, todo o sujeito é capaz de se apropriar ativamente do próprio saber, de maneiras distintas para todos, sejam portadores de NEE ou não. Tomando conta das próprias capacidades todos podem produzir conhecimentos resignificando-os em novos conhecimentos.

Socialização não é simplesmente tolerar a presença do outro. Ela exige, através de construções cognitivas a compreensão da relação com o outro. Incluir não é portanto somente propiciar o acesso do aluno NEE na escola, é também e principalmente ver o outro em sua condição humana, como um semelhante dentro das mais absolutas diferenças.

Deficiência não é sinônimo de incapacidade. O papel do professor nesses casos é de fazer o aluno perceber quais as suas capacidades: como consegue pensar, como realiza suas ações, como interage com o outro..., enfim, propiciar as condições para que o aluno construa sua inteligência dentro do quadro intelectual que lhe é possível.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Inclusão

A inclusão foi um tema que sempre me preocupou pois está acontecendo há algum tempo, porém, no ambiente escolar, percebemos que primeiro chega a criança com NEE para posteriormente, buscarem-se os meios.

Constrir rampas, adaptar portas e banheiros é importante, porém é só o início de algo que possui nuances muito mais profundas. Proporcionar a acessibilidade compreende também dispor dos serviços especializados que o aluno com NEE necessita.

Sabemos que nós professores não podemos ministrar medicações, e como fazê-lo quando os pais não se dispõe ou não podem estar presente em tal momento na escola. O que fazer com o aluno que necessita de banho por não controlar os esfíncteres enquanto os demais "quebram a sala"?
Sem contar com os números de aprovados ao final do ano letivo...

Acredito que também faz parte de nosso papel como educadores bradar que não está tudo bem com a inclusão. Precisamos de mais... muito mais!

Pude perceber e apreender até o momento, que a inclusão não é um projeto de futuro. Que a narrativa: Não estou preparado; não nos cabe mais enquanto professores. Que precisamos estar atentos ao espaço que possuímos dentro da própria escola de formação sobre a inclusão.

A inclusão não é apenas um processo binário: ou isto, ou aquilo. É um processo complexo que permeia várias outras questões, como: o acolhimento das diferenças na escola, a permanência no espaço com dignidade e que a escola não é apenas um espaço de convivência, mas de comprometimento.

As questões políticas e financeiras transformaram o conviver em exclusão. Negar a matrícula e acesso à escola para alguém possui uma pena de 1 à 4 anos de acordo com nossa Constituição. Os Parâmetros Curriculares Nacionais preconizam que a atenção à diversidade e o respeito às diferenças. E, no momento em que nos deparamos com o “diferente” dentro da escola, precisamos reorganizar o perfil da própria escola, pois a inclusão opera a lógica dos direitos humanos, sociais e civis.

Inicialmente, a gestão deve procurar problematizar a inclusão para toda a comunidade escolar, colocando que as características da deficiência não é sinônimo da ausência de potencialidades. Instigando aos envolvidos a refletir sobre a construção do conhecimento, pois em um ambiente onde tudo está muito harmônico a educação não acontece. E, de acordo com minha prática, pude observar que ainda há muita discriminação envolvendo o assunto.

Posteriormente, deve-se reorganizar a parte filosófica da escola: o Plano Político Pedagógico, o currículo escolar, pedagogicamente, a introdução de monitores, auxiliares pedagógicos e da área da saúde, etc.