BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS »
Mostrando postagens com marcador Educação de Pessoas com Necessidades Especiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação de Pessoas com Necessidades Especiais. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de julho de 2009

Dossiê de Inclusão




Abaixo segue o linck para o Dossiê de Inclusão elaborado durante este semestre.
É o registro de alguns estudos e impressões à respeito desse assunto tão envolvente e instigante.

http://dossiedeinclusaosperafico.pbworks.com/DOSSI%C3%8A-DE-INCLUS%C3%83O

domingo, 28 de junho de 2009

Entre os muros da escola




O filme Entre os muros da Escola, vencedor da Palma de Ouro, em Cannes, narra a o dia a dia de uma classe em uma escola de subúrbio de Paris e discorre sobre os problemas político, cultural, étnico, discriminatório e educacional. Cada aluno que ganha voz na sala, descendente de um país diferente travam uma disputa entre identidade individual e coletiva. .Como educadora percebo que as cenas observadas no filme não são tão distantes do que acontece nas escolas públicas nas quais trabalhamos aqui no Brasil.

Uma das cenas, geradora do conflito principal do filme, é o momento do Conselho de Classe, onde se encontram duas representantes da turma. Nele percebemos que os alunos apresentam problemas, os professores percebem, reúnem-se, reclamam, mas não apontam mudanças ou estratégias que procure incentivá-los ou instigá-los no processo de aprendizagem.

As representantes tentam participar, porém quando o fazem, suas colocações não são levadas em conta, como se suas opiniões não fossem válidas, de maneira preconceituosa, os professores apenas ignoram as interferências realizadas pelas alunas. Isto é, são convidadas a participar de um espaço, no qual é enfatizado que sua presença não é importante e suas falas são ignoradas.
Desta sena segue o conflito principal do filme , a expulsão de um africano, a luta constante entre as etnias em achar seu lugar em países estrangeiros e a esperança do professor em mudar o sistema em favor dos alunos.

Mesmo entre os professores não há consenso entre as metodologias de ensino, metodologias de valorização do estudante ou práticas de advertência e punições. Nem sempre o objetivo maior – formar cidadãos e ensinar os alunos a pensarem por si próprios – é levado em consideração.

O professor atravessa um princípio moral que é o de levantar sua voz em favor do aluno, contra a expulsão ou prejudicar-se profissionalmente. Ele percebe a dificuldade enfrentada pelos alunos em função da discriminação e da diversidade encontrada naquele espaço. Percebe as identidades, e etnias distintas e o preconceito que sofrem. Procura incentivar a autonomia e a percepção dos alunos através de suas aulas, porém no momento no qual cabe a ele levantar sua voz, ele simplesmente cala.

Este filme resume em si todas as questões abordadas pelas Interdisciplinas estudadas durante este semestre, pois traz uma abordagem atual da escola que vivenciamos diariamente.

Considero muito relevante que nós educadores tomemos consciência da necessidade da discussão das questões raciais e discriminatórias que permeiam o ambiente escolar, para que elas finalmente se solucionem e possam refletir em nossa sociedade. Nossos alunos negros, inclusos e portadores de NEE têm o direito de ir e vir tranquilamente e de se sentirem bem em qualquer ambiente por eles freqüentado.

Deficiência não é sinônimo de incapacidade

Falar de inclusão é novo para a maioria de nós, mas tem a ver com o assumir a saída de uma posição passiva e automatizada frente a aprendizagem, pensando assim, todo o sujeito é capaz de se apropriar ativamente do próprio saber, de maneiras distintas para todos, sejam portadores de NEE ou não. Tomando conta das próprias capacidades todos podem produzir conhecimentos resignificando-os em novos conhecimentos.

Socialização não é simplesmente tolerar a presença do outro. Ela exige, através de construções cognitivas a compreensão da relação com o outro. Incluir não é portanto somente propiciar o acesso do aluno NEE na escola, é também e principalmente ver o outro em sua condição humana, como um semelhante dentro das mais absolutas diferenças.

Deficiência não é sinônimo de incapacidade. O papel do professor nesses casos é de fazer o aluno perceber quais as suas capacidades: como consegue pensar, como realiza suas ações, como interage com o outro..., enfim, propiciar as condições para que o aluno construa sua inteligência dentro do quadro intelectual que lhe é possível.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Inclusão

A inclusão foi um tema que sempre me preocupou pois está acontecendo há algum tempo, porém, no ambiente escolar, percebemos que primeiro chega a criança com NEE para posteriormente, buscarem-se os meios.

Constrir rampas, adaptar portas e banheiros é importante, porém é só o início de algo que possui nuances muito mais profundas. Proporcionar a acessibilidade compreende também dispor dos serviços especializados que o aluno com NEE necessita.

Sabemos que nós professores não podemos ministrar medicações, e como fazê-lo quando os pais não se dispõe ou não podem estar presente em tal momento na escola. O que fazer com o aluno que necessita de banho por não controlar os esfíncteres enquanto os demais "quebram a sala"?
Sem contar com os números de aprovados ao final do ano letivo...

Acredito que também faz parte de nosso papel como educadores bradar que não está tudo bem com a inclusão. Precisamos de mais... muito mais!

Pude perceber e apreender até o momento, que a inclusão não é um projeto de futuro. Que a narrativa: Não estou preparado; não nos cabe mais enquanto professores. Que precisamos estar atentos ao espaço que possuímos dentro da própria escola de formação sobre a inclusão.

A inclusão não é apenas um processo binário: ou isto, ou aquilo. É um processo complexo que permeia várias outras questões, como: o acolhimento das diferenças na escola, a permanência no espaço com dignidade e que a escola não é apenas um espaço de convivência, mas de comprometimento.

As questões políticas e financeiras transformaram o conviver em exclusão. Negar a matrícula e acesso à escola para alguém possui uma pena de 1 à 4 anos de acordo com nossa Constituição. Os Parâmetros Curriculares Nacionais preconizam que a atenção à diversidade e o respeito às diferenças. E, no momento em que nos deparamos com o “diferente” dentro da escola, precisamos reorganizar o perfil da própria escola, pois a inclusão opera a lógica dos direitos humanos, sociais e civis.

Inicialmente, a gestão deve procurar problematizar a inclusão para toda a comunidade escolar, colocando que as características da deficiência não é sinônimo da ausência de potencialidades. Instigando aos envolvidos a refletir sobre a construção do conhecimento, pois em um ambiente onde tudo está muito harmônico a educação não acontece. E, de acordo com minha prática, pude observar que ainda há muita discriminação envolvendo o assunto.

Posteriormente, deve-se reorganizar a parte filosófica da escola: o Plano Político Pedagógico, o currículo escolar, pedagogicamente, a introdução de monitores, auxiliares pedagógicos e da área da saúde, etc.




Conhecendo o Autismo

O autismo não segue o que podemos chamar de padrão e é classificado como um distúrbio do desenvolvimento humano.

O que se observa são problemas para que a comunicação se efetive, assim como na interação com outras pessoas e na capacidade de imaginação.

O autismo afeta certas áreas do cérebro, acarretando uma desordem comportamental, a qual passa pela comunicação e pela interação com o próximo.

As características variam de um indivíduo para outro, porém o que é mais comumente observado é o comportamento repetitivo, a dificuldade de interação social, a aquisição de movimentos padrões, manias e rotinas que se repetem cotidianamente, incompreensão da linguagem figurada, problemas para manutenção de contato visual e em decorrência disso não empregam expressões faciais e a fixação na parte em detrimento do todo.

A Aprendizagem e o Desenvolvimento Moral

Segundo Jean Piaget “... o conhecimento tem início quando o recém-nascido age assimilando alguma coisa do meio físico ou social. Este conteúdo assimilado, ao entrar no mundo do sujeito, provoca, aí, perturbações, pois traz consigo algo novo...”, e é a reflexão sobre o que se conhece que permite perceber o que necessitamos ou o que ainda queremos conhecer.“... O professor construirá, a cada dia, a sua docência dinamizando seu processo de aprender. Os alunos construirão, a cada dia, a sua discência, ensinando, aos colegas e ao professor, novas coisas.”.

Para Piaget o desenvolvimento moral ocorre por meio das relações do indivíduo com o seu meio, envolvendo aí regras, autoridade e respeito, assim o desenvolvimento moral ocorrerá pela evolução da autonomia e da heteronomia - etapa do desenvolvimento moral em que são introduzidas normas sociais para as crianças -, chegando então a autonomia moral que permite que a pessoa reaja a partir de uma norma, mas tendo consciência reflexiva para avaliar o seu contexto.

Somente através da educação que promove a própria construção moral é que se transformam as diferenças sociais, e se transmite a idéia da unidade humana. A escola tem a capacidade de fomentar a reflexão sobre os próprios atos, sejam eles direcionados sob as mais diferentes hipóteses que abrangem as relações humanas.

O aluno só alcançará a autonomia moral quando tiver desenvolvido o exercício das relações interpessoais e de respeito, e esse lugar é fundamentalmente a escola, visto que ela reproduz a sociedade e que também a influencia. A heteronomia, baseada na argumentação, precisa ser trabalhada com a criança, pois será base para a ação moral.


É importante construir uma moral autônoma, baseada em relações de reciprocidade e respeito mútuo, para que o indivíduo se integre positivamente no seu contexto social. Ao se sentir valorizado ele influenciará as gerações futuras na prática da autonomia moral, da criticidade e do respeito mútuo.