As discussões feitas sobre as teorias pedagógicas, metodologias e concepções sobre o processo de aprendizagem trouxeram novas discussões sobre as atividades pedagógicas e surge uma proposta metodológica para provocar uma mudança na escola: os Projetos de Aprendizagem.
Projeto de Aprendizagem é uma proposta de trabalho que nasce dos interesses e necessidades dos alunos buscando saciá-las de forma autônoma.
Através das situações de confronto e de um princípio de liberdade e interação os alunos constroem seus novos conhecimentos.
Aos professores especialistas, cabe mediar, acompanhar e desafiar os alunos para novos pontos de vista.
O professor mediador precisa deixar de ser o centro da atenção e razão das aprendizagens abrindo espaço à participação, favorecendo a autonomia mantendo vivos o interesse e a atenção dos alunos.
Essa mudança é complexa, pois vão mudar a base teórica dos educadores.
Ao mediador cabe abrir novos caminhos frente a questões desafiadoras que vão gerar novos conteúdos, que depois de explorados, possibilitam a construção de novos conhecimentos.
O encadeamento e sucessão de pergunta, resposta, nova hipótese, nova pergunta, dá coerência e unidade ao interrogatório cooperativo.
Os questionamentos mudam sua função em sala de aula e vão além de perguntas que buscam o que está na memória. Irão desestabilizar, provocar discussões, reflexões, análises e críticas, sendo isso essencial para a formação do cidadão.
O link a seguir refere-se ao Projeto de Aprendizagem que minhas colegas e eu estamos desenvolvendo.
Nossos estudos ainda não estão concluídos, porém é muito interessante acompanhar a caminhada que estamos realizando nesta nova proposta de aprendizagem...
Por que as pessoas têm animais de estimação?
sábado, 4 de julho de 2009
Projeto de Aprendizagem
Postado por carla sperafico às 13:08 1 comentários
Marcadores: Seminári Integrador VI
Dossiê de Inclusão

Abaixo segue o linck para o Dossiê de Inclusão elaborado durante este semestre.
É o registro de alguns estudos e impressões à respeito desse assunto tão envolvente e instigante.
http://dossiedeinclusaosperafico.pbworks.com/DOSSI%C3%8A-DE-INCLUS%C3%83O
Postado por carla sperafico às 12:50 0 comentários
Marcadores: Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, Seminári Integrador VI
domingo, 28 de junho de 2009
Entre os muros da escola

O filme Entre os muros da Escola, vencedor da Palma de Ouro, em Cannes, narra a o dia a dia de uma classe em uma escola de subúrbio de Paris e discorre sobre os problemas político, cultural, étnico, discriminatório e educacional. Cada aluno que ganha voz na sala, descendente de um país diferente travam uma disputa entre identidade individual e coletiva. .Como educadora percebo que as cenas observadas no filme não são tão distantes do que acontece nas escolas públicas nas quais trabalhamos aqui no Brasil.
Uma das cenas, geradora do conflito principal do filme, é o momento do Conselho de Classe, onde se encontram duas representantes da turma. Nele percebemos que os alunos apresentam problemas, os professores percebem, reúnem-se, reclamam, mas não apontam mudanças ou estratégias que procure incentivá-los ou instigá-los no processo de aprendizagem.
As representantes tentam participar, porém quando o fazem, suas colocações não são levadas em conta, como se suas opiniões não fossem válidas, de maneira preconceituosa, os professores apenas ignoram as interferências realizadas pelas alunas. Isto é, são convidadas a participar de um espaço, no qual é enfatizado que sua presença não é importante e suas falas são ignoradas.
Desta sena segue o conflito principal do filme , a expulsão de um africano, a luta constante entre as etnias em achar seu lugar em países estrangeiros e a esperança do professor em mudar o sistema em favor dos alunos.
Mesmo entre os professores não há consenso entre as metodologias de ensino, metodologias de valorização do estudante ou práticas de advertência e punições. Nem sempre o objetivo maior – formar cidadãos e ensinar os alunos a pensarem por si próprios – é levado em consideração.
O professor atravessa um princípio moral que é o de levantar sua voz em favor do aluno, contra a expulsão ou prejudicar-se profissionalmente. Ele percebe a dificuldade enfrentada pelos alunos em função da discriminação e da diversidade encontrada naquele espaço. Percebe as identidades, e etnias distintas e o preconceito que sofrem. Procura incentivar a autonomia e a percepção dos alunos através de suas aulas, porém no momento no qual cabe a ele levantar sua voz, ele simplesmente cala.
Este filme resume em si todas as questões abordadas pelas Interdisciplinas estudadas durante este semestre, pois traz uma abordagem atual da escola que vivenciamos diariamente.
Considero muito relevante que nós educadores tomemos consciência da necessidade da discussão das questões raciais e discriminatórias que permeiam o ambiente escolar, para que elas finalmente se solucionem e possam refletir em nossa sociedade. Nossos alunos negros, inclusos e portadores de NEE têm o direito de ir e vir tranquilamente e de se sentirem bem em qualquer ambiente por eles freqüentado.
Postado por carla sperafico às 13:44 1 comentários
Marcadores: Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, Filosofia da Educação, Questões etnico-raciais, Seminári Integrador VI
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Aprendizagem
Quando iniciei na Faculdade de Pedagogia acreditava que seria muito parecido com as aulas do curso superior que eu já havia freqüentado em outra universidade. A novidade, pensava eu, ficaria por conta do ensino ser à distância.
Logo no primeiro semestre pude perceber que as novidades iriam muito além do que eu imaginava. Primeiro aprendi a me posicionar sempre a respeito das questões que iam surgindo durante o percurso, algo que, no presencial só era necessário quando das realizações das provas, talvez em alguns trabalhos. Aprendi a refletir sobre tudo o que escutava, lia ou via, concordando ou não.
Porém a grande aprendizagem me surgiu de uma maneira surpreendente: eu não sabia ouvir meus colegas e tirar das suas idéias meandros que reconstruíssem minha aprendizagem. Sempre me acostumei a realizar tudo sozinha e, de repente, ter que ouvir o outro e perceber que existem outras nuances que aparecem sobre um determinado assunto foi muito difícil pra mim.
Num primeiro momento me oferecia para realizar os trabalhos sozinha, de maneira autônoma, e enviá-los para apreciação dos colegas – contar com a interferência alheia não me parecia confortável.
Posteriormente passei a aceitar que os outros poderiam fazer algo tão bem ou até melhor do que eu, só que muitas vezes de maneira distinta. E, por fim, percebi que só iria ser possível a minha aprendizagem se criasse com meus colegas uma rede de aprendizagem, onde todos se ajudassem, e se articulassem em parceria, para que todo o grupo crescesse, cognitivamente, junto.
Penso que minha aprendizagem individual se deu através da observação, da experimentação, da necessidade de articulação com o outro e acima de tudo através da ação.
Hoje me sinto muito confortável em trabalhos em grupo – na verdade passaram a ser meus preferidos.
Postado por carla sperafico às 13:20 1 comentários
Marcadores: Desenvolvimento da aprendizagem sob o enfoque da psicologia II, Seminári Integrador VI
